8 Jeitos de Mudar o Mundo

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Brasil se mobiliza para ajudar o Haiti

Uma semana após o terremoto na Capital do Haiti, Porto Príncipe, a sociedade brasileira está se mobilizando para arrecadar dinheiro para ajudar as cerca de 3 milhões de pessoas afetadas pelo terremoto. A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (PNUD) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) abriram contas para que a população ajude. Os recursos arrecadados pelo PNUD serão destinados ao PMA (Programa Mundial de Alimentos) e ao Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários, que estão entre as agências da ONU diretamente envolvidas com as iniciativas de resgate no país caribenho. Crianças são metade A ajuda do Unicef visa garantir os diretos das crianças no Haiti - onde quase a metade da população tem menos de 18 anos. A maior preocupação é com as crianças que foram separadas de suas famílias e que podem se encontrar sem abrigo, alimentação, água e outras necessidades básicas. Suprimentos estão sendo enviados para a área atingida pelo terremoto com urgência. Além do que já se encontra no país, mais ajuda está sendo encaminhada dos estoques pré-posicionados do Escritório Regional do UNICEF para a América Latina e o Caribe, localizado no Panamá. Para superar o grande desafio de se reconstrução do Haiti, o UNICEF pretende arrecadar US$ 120 milhões para financiar suas ações no país nos próximos seis meses. Infreaestrutura para curto prazo A sede internacional do PNUD fez um pedido de US$ 35,6 milhões, necessários para ajudar na recuperação de curto prazo. Os recursos serão usados em ações de urgência como limpeza dos escombros e melhoria das infraestrutura social essencial (como reparação de ruas e da rede elétrica, para facilitar a assistência). Além disso, o PNUD também vai implantar um programa para dar trabalho remunerado em Porto Príncipe, como forma de impulsionar a economia local. O pedido do PNUD faz parte de uma demanda maior da ONU, de US$ 562 milhões, para apoiar as tarefas de salvamento e reconstrução. Atualmente, cerca de 40 equipes - somando quase 1.800 pessoas e 160 cães - estão trabalhando nessas ações. Mesmo cinco dias após o terremoto, cerca de 70 pessoas foram encontradas com vida sob os escombros, um recorde em operações desse tipo, segundo das Nações Unidas. Foco no fornecimento de água e saneamento Devido ao fato de as crianças serem particularmente suscetíveis às doenças relacionadas à diarreia, elas necessitam, de forma imediata, de acesso à água potável e a condições apropriadas de saneamento. "Nosso principal foco, em termos de suprimento, é oferecer água e saneamento", disse Robin Nandy, Conselheiro Sênior de Saúde Emergencial do UNICEF. Segundo o especialista, "devido à falta de saneamento nas comunidades atingidas pelo terremoto, existe um grande risco do crescimento de doenças transmissíveis, como diarreia e sarampo. Isso pode causar um expressivo aumento nos casos das enfermidades e de óbitos, principalmente, entre mulheres e crianças". Tanques e pastilhas purificadoras de água foram descarregados e estão sendo distribuídos pelos parceiros do UNICEF no país caribenho. Também chegaram ao Haiti sais de reidratação oral, importantes no tratamento da diarreia. Além disso, dois especialistas em água e saneamento do UNICEF já estão na capital haitiana. Da mesma forma, 5 mil litros de água potável e outros 2,5 mil kits de cozinha chegaram às famílias atingidas da cidade costeira de Jacmel. Os suprimentos foram entregues em coordenação com o Programa Mundial de Alimentos, das Nações Unidas. Da Câmara O presidente da Câmara, Michel Temer, pediu que a assessoria técnica da Casa analise a possibilidade de a instituição fazer uma doação para o Haiti. A doação seria em medicamentos ou em dinheiro. O montante seria entre R$ 250 mil e R$ 300 mil. Desde a semana passada, a Casa lançou uma campanha por meio de seus veículos oficiais pedindo que as pessoas façam doações pela conta aberta no Banco do Brasil pela embaixada do Haiti (Banco do Brasil, n.º 1606-3, conta-corrente n.º 91000-7. Não há limite de valor. CNPJ 04 17 02 67/0001-71). Temer encaminhou carta aos 513 deputados pedindo que fizessem contribuições individuais para esta mesma conta. A assessoria informa que o presidente da Câmara já fez sua doação. Como ajudar >> Caixa: agência 0647, operação 003, conta 3600-1, em nome do PNUD-Haiti. Não há valor mínimo nem máximo. Em qualquer agência do banco ou via internet. >> Fundo das Nações Unidas para a Infância, no Banco do Brasil: agência 3382-0; conta-corrente nº 404700-1. O CNPJ do UNICEF é 03744126/0001-69. >> Doações online: www.unicef.org.br Informações sobre as doações: 0800 601 8407.

Reunião de Planejamento de Projetos do Núcleo Curitiba articula ações futuras

Reunião do Núcleo Curitiba aconteceu na última terça Feira (19) no CIETEP em resposta as atividades e ações definidas em cada grupo e por ODM. Na reunião foi articulado novos agendamentos de responsabilidade de cada grupo. Os grupos deverão amadurecer as idéias e observar na prática o planejamento e apresentar os resultados na próxima reunião do Núcleo. video

Acessibilidade e trabalho especial: conheça publicações e sites

Acessibilidade é a possibilidade ou condição que se oferece às pessoas portadoras de deficiências ou limitações físicas para o acesso, com segurança e autonomia, a espaços de uso público ou coletivo (edifícios de condomínios, praças, estádios, clubes, hotéis, motéis ...) ao livre trânsito nos logradouros, ao uso de mobiliários públicos (telefones , caixas de correio...) e utilização de prédios e equipamentos de uso comunitário (escolas, hospitais, postos de saúde, etc.). [veja publicações sobre acessibilidade] Além de dar mais autonomia às pessoas portadoras de deficiências, a acessibilidade possibilita a socialização e permanência destes portadores no mercado de trabalho. Atualmente, a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, especialmente a do seu art. 93, obriga empresas com 100 (cem) ou mais empregados a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, conforme o número total de funcionários. [conheça publicação sobre inserção de pessoas com deficiências no mercado trabalho]. Para facilitar a contratação, já funciona na internet um portal de acessibilidade e trabalho especial, além de outros sites de informação, comércio e serviços especialmente desenvolvidos para atender portadores de deficiências. Ilustração: tecmedia.com.br

Zilda Arns iniciou com vanguarda o trabalho pelos ODM

A médica catarinense Zilda Arns, morta na última terça-feira (12/01) em terremoto no Haiti, teve uma vida exemplar para todos os brasileiros. Sua missão foi a saúde pública. Ao fundar a Pastoral da Criança, na década de 80, Zilda prestou auxílio inestimável para desencadear país afora as políticas públicas de alimentação e nutrição, amamentação e controle da mortalidade infantil, entre outras ações de prevenção e promoção da saúde, tão preciosas ao desenvolvimento da infância. A Pastoral da Criança, hoje presente em 27 países, foi destaque da 1.ª edição do Prêmio ODM Brasil, em 2005. "A atuação desta grande mulher e grande sanitarista brasileira foi essencial para elevar a criança a uma condição prioritária dentro das políticas públicas brasileiras", afirmou o ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão. "Morreu em missão, como viveu toda a sua vida." Missão ativista Nascida em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha (Santa Catarina), Zilda Arns Neumann morava em Curitiba desde os 10 anos de idade. Formada em Medicina, escolheu o caminho da saúde pública desde cedo. Trabalhou inicialmente como pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, em Curitiba, e posteriormente como diretora de Saúde Materno-Infantil, da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná. Em 1980, foi convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, no Paraná. Em 1983, a pedido da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), criou a Pastoral da Criança com Dom Geraldo Majela Agnello, cardeal e arcebispo primaz do Brasil, que na época era arcebispo de Londrina. Em 27 anos de trabalho, a Pastoral conta com a ajuda de mais de 260 mil voluntários e atende quase 2 milhões de gestantes e crianças menores de seis anos e 1,4 milhão de famílias pobres, em 4.063 municípios brasileiros. Crianças, gestantes e idosos Em 2008, mais de 1,9 milhão de gestantes e crianças menores seis anos e 1,4 milhão de famílias pobres foram acompanhados pela ONG em 4.063 municípios brasileiros. Ao todo, a Pastoral conta com mais de 260 mil voluntários que levam conhecimentos sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres. No ano de 2004, também a pedido da CNBB, fundou a Pastoral da Pessoa Idosa que atende 129 mil idosos acompanhados, todos os meses, por 14 mil voluntários. Reconhecida nacionalmente e internacionalmente pelo trabalho que realizava, Zilda Arns era cidadã honorária de 10 estados e 35 municípios. Recebeu títulos de doutor honoris causa de cinco universidades: Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina. Entre os prêmios que recebeu estão: .Woodrow Wilson, da Woodrow Wilson Fundation, em 2007; .Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA); .Heroína da Saúde Pública das Américas (OPAS/2002); .1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000); .Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1998); .Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997) e .Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/ 1994). Em 2006, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Era defensora contumaz da criação de uma fonte de recursos permanente para o Sistema Único de Saúde (SUS) e foi conselheira pelos últimos 18 anos do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Sua atuação também é tida como fundamental para a sustentação de práticas hoje arraigadas no SUS, como o controle social e o cuidado com a saúde indígena. Zilda Arns estava no Haiti disseminando entre religiosos de comunidades carentes daquele país as práticas exitosas da Pastoral.